O cachorro de 'Todo Nome'

     Meu primo ganhou um cachorro. Como seria seu nome? Para minha avó, o cão se chamava ‘Prinz’, pois se lembrava de um cão que eu tive na infância. Já o pequeno Guilherme, dono do cão, gostava de nomes como ‘Teco Teco’ e ‘Dudu’. Outros chamavam o animalzinho simplesmente por ‘Teco’ e ‘Tico Teco’. Certo dia, alguém perguntou ao menino: Qual o nome desse cachorro? Ele pensou e respondeu: Esse é o cachorro de ‘Todo Nome’. Assim, passamos a chamar o cão também de ‘Todo Nome’.
     E você, como as pessoas te chamam? Quais teus nomes? Seria você também um ‘Todo Nome”? Quando faz aquele pão quentinho e delicioso, talvez seja o padeiro ou a mãe. Quando escreve um belo texto, seja ‘aquele jornalista’ ou ‘um escritor’. Quem sabe para os colegas de aula, ‘o burro’ ou o ‘Nerd’. No horário de expediente é ‘o motorista’ e ao chegar em casa ‘o velho’.
     Nomes denotam características e evocam destino. Uma sociedade impessoal trata a todos como pessoas de ‘Todo Nome’. Conhecidos por nossos princípios ativos, somos genéricos e as patentes de nossas características foram quebradas.
     Dudu conseguiu lidar bem com isso. Apenar de ser o cão de ‘Todo Nome’, cresceu sendo abraçado e muito bem cuidado por meu primo e familiares. Atende por qualquer um dos nomes e parece um cachorro feliz. Mas ele é um cão! E nós, como lidamos com essa impessoalidade? Será que tratamos as pessoas de nosso convívio como indivíduos ou como ‘Todo Nome’? Pelo menos, abraçamos e expressamos amor, em um aperto de mão que seja, àqueles com quem convivemos?
Uma sociedade inteira caminha sem saber quem é. Olha para os lados, carente, e corre atrás de qualquer que a chame, seja pelo nome que for.


 “Antes de formá-lo no ventre eu o escolhi”. Je 1.5.

“Os teus olhos viram o meu embrião; todos os dias determinados para mim foram escritos no teu livro antes de qualquer deles existir”. Sl 139.16.

"Será que uma mãe pode esquecer do seu bebê que ainda mama e não ter compaixão do filho que gerou? Embora ela possa se esquecer, eu não me esquecerei de você! Is 49.15.


     O Senhor te conhece pessoalmente. Você é único e Ele sabe disso. É em um relacionamento profundo com o Senhor que você descobrirá qual seu verdadeiro nome e sua missão. Não supra sua necessidade/carência atendendo a qualquer nome... Não! Você não é o ‘Fracassado’ nem a ‘Burra’. Também não é o ‘Garanhão’ e muito menos a ‘Cachorra’. Você tem valor, porque Deus escolheu te criar e Jesus desejou vir ao mundo te salvar. Se a sociedade é indiferente e o Diabo tenta de humilhar, lembre-se que Jesus quer te dar um novo nome, uma nova história...
 


Ao vencedor [...] darei uma pedra branca com um novo nome nela inscrito, conhecido apenas por aquele que o recebe. Ap 2.17.


Qual é o seu nome?

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