Nascimento de Jesus – Estudos em Lucas #04

       César Augusto (30 a. C. a 14 d.C.), o primeiro e talvez, o maior César (Lc 2.1). Transformou a República em um Império poderosíssimo, conquistando os povos do mediterrâneo e estabelecendo um período magnifico no que tange as artes, literatura e arquitetura romanas. Suas façanhas trouxeram a chamada “Pax Romana”. Um período de glórias e (relativa) paz ao Império Romano. Tinha por costume realizar censos de duas naturezas. Um para angariar fundos através da cobrança de impostos. Outro para fiscalizar a lealdade/fidelidade e até mesmo, veneração do povo a ele, pois era chamado pelo título de Augusto, que significa “venerável”. [Se sua conexão é veloz, continue lendo ao som de Marcela Gandara]


José vai com a gestante Maria até Belém cumprir suas obrigações civis. Lá, chega a hora do parto. Por ocasião do censo, não existia hospedaria para o casal. As hospedarias estavam lotadas e não existia espaço para receber o Verdadeiro Imperador, o Rei do Universo que estava chegando. Na Pax Romana, não existia espaço para o Príncipe da Paz (Is 9.6).
Em Lc 2.11 temos um versículo maravilhoso, extremamente apologético. Pela boca de anjos, os pastores ficam sabendo que nascera um menino: 1. Salvador (swthr). 2. Messias (‘cristos' cristo, ungido). 3. Senhor (imperador, ‘kurios'). [Para correta visualização das palavras gregas copie-as e cole-as no editor de texto, passando-as para a fonte 'symbol']
A partir desde momento as verdades eternas ficariam ainda mais visíveis. Jesus é o único Salvador (At 4.12) e todos precisamos d’Ele (Rm 3.23; 5.12). Jesus é o Cristo, o Messias que os Judeus esperavam (Is 7.14; 9.6). Ele é o Ungido de Deus para salvação de todo aquele que n’ele crê (Jo 3.16). E mais, Ele é Senhor. Ele é dono, que manda que reina, que rege. Ele é o Rei dos Reis, o Senhor dos Senhores e diante d’Ele todo joelho se dobrará (Rm 14.10-11). Não César Augusto! Não Lenin, ou Guilherme, nem Ninrode ou Gengiskan! Jesus Cristo é o Senhor!
Mais uma afirmação fantástica dos anjos: “Glória a Deus nas maiores alturas e paz na terra às pessoas que recebem sua graça” Lc 2.14 KJA. “Paz na terra”. Ora, não estavam já em paz? Não estava desfrutando da Pax Romana de César? Não, a paz de César era opressora, imposta. “Deixo com vocês a paz. É a minha paz que eu lhes dou; não lhes dou a paz como o mundo a dá. Não fiquem aflitos, nem tenham medo”. Jo 14.27 NTLH. A Paz de Jesus é para quem recebe sua graça. Ele Reina pelo amor (1Jo 4.18), lançando fora o medo e nos dando a oportunidade de receber sua paz que excede todo entendimento (Ef 3.19). Uma paz diferente da Romana que dependia do perfeito funcionamento das forças políticas e militares. Uma paz que vem de dentro para fora e consegue ser pacificadora mesmo em meio a guerra (Mt 5.9), pois é a paz dada aos que receberam poder de serem feitos filhos de Deus (Jo 1.12).
O menino nos nasceu, vivamos em paz. Ana Shalon!


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