Estudos em Lucas #03 - Maria

Maria (Lc 1.26-38)
      O mesmo ‘poderoso de Deus’ que assustou o grande Zacarias, aparece para uma mocinha, uma menina que morava no interior. Sua região, a Galileia, era conhecida pelo sotaque forte e por ser uma região de pescadores. Maria era desposada com José, ou seja, estava prometida em casamento a este homem da tribo de Judá. O nome desta adolescente era Maria (aquela que guarda no coração). Tudo estava indo muito bem, seu noivo, apesar de mais velho, era um homem extremamente obediente ao Senhor. Talvez, José tenha sido escolhido para criar Jesus e Maria, por estar desposada com ele, recebeu o privilégio de ser mãe. O fato de ser Isabel parenta (Lc 1.5;36) de Maria e esta primeira ser da tribo de Levi, nos leva a conclusão de que Maria no mínimo tinha um pouco de sangue levítico. Por isso a suposição acima, de que Maria tenha sido escolhida para ser mãe de Jesus por estar desposada de José. Mesmo as genealogias de Jesus apresentadas por Lucas e Mateus são baseadas na linhagem de José.
De repente Gabriel traz uma notícia que poderia colocar tudo a perder. Ela ficaria grávida! Para uma moça prometida em casamento que aparecesse grávida, o que restava era o apedrejamento. Porém, diferente do experiente vovô Zacarias, a menina, ao que tudo indica entre 16 e 18 anos, mostra uma fé impressionante e recebe a bênção.
Interessante que o anjo a saúda dizendo: “Ave Maria cheia de graça”. Bom, pelo menos assim traduzem algumas versões da Bíblia que tem como base a Vulgata Latina. ‘Ave’ é uma saudação em latim que significa ‘Salve’ e ‘Seja feliz’[1]. Na realidade, Gabriel simplesmente dizia: “Alegre-se, você recebeu um enorme favor”! Cheia de graça não denota algo intrínseco de Maria, senão não seria graça. Aliás, uma melhor tradução seria “muito agraciada”. Ela estava recebendo uma bênção muito grande.
O filho de Maria deveria ser chamado Jesus (Deus salva) e seus apelidos denotavam sua grandeza. Grande e Altíssimo eram atributos dos imperadores. Mas agora, o Rei dos Reis estava chegando.
Como isso aconteceria? O Espírito Santo viria sobre ela, a sombra do Altíssimo a envolveria e de maneira sobrenatural, sem contato físico, o óvulo de Maria seria fecundado com o espermatozoide contendo o DNA de José. Maria, virgem engravidou. Depois sim, teve um relacionamento conjugal normal com José, inclusive com outros filhos (Mc 3.31-32).
Também nós, devemos deixar que o Espírito Santo nos envolva e geremos muitos filhos para o Senhor.
No decorrer de nossos estudos sobre o Evangelho segundo Lucas, veremos ainda mais fatos marcantes a respeito de José e veremos que Maria deveria se alegrar não apenas pelo filho Deus, entretanto, também pelo marido José.


[1] Bíblia de Estudo King James, Abba Press, São Paulo, 2007.

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