Líder de oração

       Moisés era o tipo de líder que, hoje, seria de ele dito: “Vive com a cabeça nas nuvens”. De fato, o homem gostava de subir um monte. Estivesse em nosso meio talvez alguém dissesse: “Ele precisa se tratar, está ficando louco”. Realmente não seria fácil hoje e não era naquele tempo, compreender um líder como esse, que falava com Deus e ficava 40 dias sem fazer nada mais além de buscar a Deus. Além de louco, hoje seria chamado de que? Preguiçoso, lento, utópico?
Enquanto Moisés era o líder que Deus queria, era o Moisés que subia o monte para buscar direção da parte de Deus de como guiar o povo. Era o Moisés que conseguia experimentar um pedaço do céu na terra.
As pessoas em geral tem dificuldade para compreender esse tipo de líder. Não querem esperar que o líder suba o monte para buscar as tábuas com a resposta. Não querem crer sem ver, querem crer no que podem tocar no que podem comprovar cientificamente ou ainda alguns, crer no que funciona em uma espécie de empirismo pós-moderno, diria até, empirismo neopentecostal, esotérico e espírita por mais antagônico que estas expressões possam parecer. Fato é que muitas vezes o líder que busca direção de Deus terá que agir corretivamente tão logo tenha a resposta do Senhor, pois enquanto buscamos direção, o povo impaciente está fazendo alguma coisa, do tipo, um bezerro de ouro, uma simpatia ou outra imagem qualquer. Seja imagem idolátrica inanimada, ou um ídolo vivo, um ‘super-homem’ líder de alguma mega-igreja. Interessante, até os nomes são parecidos, para não dizer sinônimos: Católica, Universal, Mundial, Internacional...
O líder Arão agrada mais o povo. O estilo de liderança de este era simples e moderno; democracia! O povo votou: “Queremos deuses que possamos tocar”. Arão segue o ditado que diz que “a voz do povo é a voz de deus” e faz a imagem. E precedendo os medalhões hodiernos, faz uma imagem e diz “estes são os deuses que tiraram vocês do Egito”, “amanha vamos fazer festa para Jeovah”. Assim, faz uma mistura, um sincretismo nojento.
Moisés desse do monte, mas, este era o Moisés amigo de Deus, intercedeu para que o Senhor não destruísse o povo (cf. Ex 32.32-33).
Quando então que o povo gostou do estilo de liderança de Moisés? Quando ele foi um líder à semelhança deles. Descontrolado, precipitado, afobado e prático. Sim, quando Moisés fica irritado e bravo e bate na rocha de Meribá (Nm 20.10-12; 27.13-14). Esse era o Moisés que o povo queria! Esse era o líder do braço forte, o líder arrojado! Porém esse era o líder que não servia para conduzir o povo até a terra prometida. E se o pastor não entraria, também seu rebanho não guiaria até lá; assim, quando o povo presenciou uma atitude de Moisés de acordo com o que sempre desejaram, foram privados uns e outros, líder e liderados de entrar em Canaã.
Irmãos que são líderes em suas comunidades. Devemos ouvir e nos aconselharmos (Pv 11.14). Porém devemos ter o estilo de liderança que Moisés teve na maior parte de seu ministério. A liderança que busca no coração de Deus a direção e a resposta. Mesmo que isto custe a ingratidão de alguns liderados e algumas piadinhas, mesmo que isto demore e pareça não ser prático. E evidente, mesmo que isso nos leve a agir contrários aos modismos eclesiásticos. Ow Glória, vem paisinho, vem me levar a estar em teus braços, quantos dias quiseres, quero ouvir tua voz sussurrar (1Rs 19.12) no meu ouvido tua vontade e te obedecer, carregar nas costas as tábuas escritas por teus dedos e tê-las escritas também em meu coração... Amém.

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