Refri de laranja

Minha infância é farta de boas recordações. Lembro-me de um dia em que muito feliz, juntei as moedas que meu pai me dera ao longo de um tempo. Juntara aquele dinheirinho para pela primeira vez, comprar uma garrafa de refrigerante com meu próprio dinheiro. Fui para a escola e durante toda aquela manhã tudo que pensava era na minha garrafinha de refrigerante de laranja que compraria. Ah, estava ansioso por aquele momento. Meus pais orgulhosos, o filho faria uma compra com o seu dinheirinho, sabiam que aquilo era importante para meu crescimento.
Findada a aula, sai radiante em direção do mercado e comprei minha garrafinha de 1 litro. Amarelinha, geladinha... Coloquei na mochila contente. Porém... Meus colegas tinham visto! E começaram a me ameaçar exigindo que eu entregasse a garrafa. Discuti com eles e acabei apanhando um pouco, mas, não entreguei a garrafa. Sai correndo (sempre fui bom em corrida, também pudera com estas pernas compridas e as ameaças constantes) e escapuli das mãos deles.
Ao longe avistai a taipa de pedra e a casa de madeira. Lá chegando, ainda ofegante, contei tudo para meus pais. Eles estavam orgulhosos do filho que estava virando hominho. Meu pai me questionou: “Mas filho, por que você não entregou o refrigerante e escapou da surra?” Não, eu não faria isto. Aquele era meu troféu, conquistado com economia, suor, dedicação. Tomei aqueles copos e como estava gostoso! O sabor da vitória, da tarefa cumprida.
Para meus pais, o sabor era outro. Mais importante do que o meu troféu, era o crescimento que acontecera. Enquanto eu pensava que meu prêmio era o refrigerante, sabiam eles que era o crescimento.
Muitas vezes corremos atrás de tantos prêmios e festejamos quando os conseguimos e esquecemo-nos de valorizar a aprendizagem, o crescimento que tivemos no trajeto. Tantas vezes lembramo-nos da vitória, mas esquecemos o sofrimento que veio antes dela.
Cada vez que tomo um gole de refrigerante de laranja, toda esta cena retorna em minha memória. Lembro que posso vencer! Que por mais dura que seja a adversidade, só pelo fato de enfrenta-la já estou crescendo, mesmo que não atinja por fim o objetivo desejado.
O Pai está muito mais interessado em nosso crescimento, do que nos ver de carro novo, sarados de uma enfermidade, ou com a faculdade concluída. O que Lhe interessa é que estejamos em sua presença e tudo quanto fizermos contemos a Ele. Ele quer tomar refrigerante contigo! O sabor da tua vitória é prazeroso para Ele. Ainda que fosse mais fácil ele mesmo ir lá e comprar a garrafa, não teria o mesmo sabor, não teria o mesmo crescimento. Assim, muitas coisas o Pai deixa para que nós façamos, ainda que para Ele seja bem simples e fácil, para nós será mais gostoso, terá mais valor, se nós mesmos fizermos. Ele se alegra em ver seus filhos crescendo.
Ganhe almas querido, o preço ele já te deu. Agarre-as firmemente e ainda que apanhe por isso, leve-as até a casa do Pai. Ele poderia fazer isso sem você, mas Ele tem prazer em ver seu empenho, seu crescimento, seu saborear e o privilégio de poder dizer: “Eu fiz parte disso”!
Qual é o seu refrigerante? O que traz a sua memória o sabor da vitória? Agora já sabe o que fazer quando me vir cansado e desanimado né? E de copo em copo, vamos cada dia mais nos aproximando da estatura do “Perfeito Varão”. Aleluia.

2 comentários:

ThaysNery disse...

Realmente quando conseguimos " comprar o refrigerante com as moedinhas juntadas por um longo tempo" sabemos o valor e também sabemos q é um direito nosso e não deixaremos ninguém " tomá-lo " em nosso lugar!!

Joice Almeida disse...

Glórias Ao Nome do Senhor Jesus!
Que eu me permita saborear os refrigerantes da vida!
beijossss

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