Um cara esquisito

Talvez para quem me conhece de longe, de ouvir uma pregação, ou ler algum texto, eu até pareça uma pessoa normal. Mas quem chega um pouco mais perto vai logo perceber que sou um cara bem esquisito. Agora mesmo, tomo uma xícara de café, que alegremente esfriei com o cabo de uma faca... E, um pouco antes, me sentindo triste, tirei um bom tempo de oração, quase recuperado, comi bastante (bastante no meu caso, significa mais do que alguém normal comeria, mas, não o suficiente para encher minha barriga) e ainda sigo com fome, porém, bem mais feliz.
Minha irmã reclama “você é certinho demais”! Eu não concordo, entretanto, os argumentos dela são interessantes: “Você gosta de ler jornal e rótulo de tudo que vê pela frente”... Dificilmente você me verá dizer um ‘não sei’ sem segui-lo de um ‘talvez seja’... É um vício! Meu problema não é com o não saber, mas com o não tentar saber, não pensar sobre... Enfim, gosto de raciocinar e nas minhas tentativas de por as teses em prática acabo fazendo muitas coisas esquisitas. Como calcular o tempo que posso usar o aquecedor tendo como referencia os minutos a menos que usarei o chuveiro...
Talvez o viver em situações econômicas desfavoráveis, mais ainda na infância, tenha me dado alguns cacoetes de brinde. Mas tem uma coisa que a cada dia, persiste em se mostrar enigmática: A graça divina.
Não posso entendê-la. Já tentei, já busquei... Tentei e disse muitos ‘talvez’, mas nenhuma resposta convincente obtive. A pouco perguntava algumas coisas ao Senhor. Não posso contar tudo aqui, mas entre as indagações perguntava pelas fortes dores físicas que tenho sentido. Tentava entender porque o Senhor permite que eu a cada dia seja mais exposto a isso, sem curar-me ou me dar meios de resolver... Culpa da graça!
A graça perfura minhas costas como uma garra afiada. Faz-me sofrer e chorar de dor. Porque Deus me ama me faz sofrer, para que a cada dia minha carne morra e eu me deleite mais n’Ele do que em mim mesmo. Não sofro mais do que outros, de maneira nenhuma, sou na verdade um dos que menos sofre. É apenas minha mania de tentar explicar... Explicações fracas, falhas, não chegam aos pés de descrever a maravilhosa graça do Senhor, que esse mês me presenteou muito estranhamente.
É, sou mesmo um cara bem esquisito. Que gosta de passar manhãs e noites sozinho, mas tardes acompanhado. Que quando ocupado pensa em escrever e quando escreve pensa nas ocupações. Que quanto ‘mais’ pastor é menos apto se sente. Tão esquisito, tão cheio de saudades dos amigos de todas as partes... Tão desejoso de ver alguém sorrir e saber que de alguma maneira, contribuiu para aquilo acontecer.
Quero melhorar, ajudar, ser a cada dia mais parecido com Cristo... E tanto mais perto, quanto mais vejo que sou incapaz. Recebi de fato, uma missão impossível. Mas a graça de Deus, manifesta em Cristo Jesus, tornou os impossíveis possíveis para aqueles que como eu, recebem o Espírito Santo como hóspede em seu peito. É a graça, de graça... Para mim e cara para aqu’Ele que a concedeu.
        Um cara esquisito, realizando uma missão impossível, se tornando o que jamais poderia ser: Um cara legal que vai morar no céu. Graças a Deus! Ou deveria dizer: Graça de Deus? Amém.

1 comentários:

Sidinei Bühler Kauer disse...

Só pra constar... Em 2012 o Senhor me curou das dores nas costas!

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