A liberdade e a prisão da verdade

Jo 8.31-32 “Disse, pois, Jesus aos judeus que haviam crido nele: Se vós permanecerdes na minha palavra, sois verdadeiramente meus discípulos; conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará”.

Todo cristão, logo aprende, ou pelo menos deveria aprender que ‘a verdade nos liberta’. E que esta verdade é Jesus. Quanto mais nos relacionamos com Ele, através das escrituras, através da oração e do convívio com os demais filhos de Deus. Logo, o nosso crescimento em conhecimento da Verdade, deveria ser diretamente proporcional ao crescimento de nossa liberdade. Mas o que vemos?

Vemos que a Verdade também prende. Lutero já dizia: “Minha consciência é escrava da Palavra”. Mas não é por aqui que vamos rumar. Minha reflexão parte do seguinte exemplo, empírico a mim.

O Senhor me converteu quando eu possuía 12 anos de idade e daí por diante muita coisa mudou. Mas nos anos seguintes eu continuava bebendo, querendo ‘ficar’ (embora não conseguisse), escutando músicas que desagradavam o coração do Senhor. Mas e se eu morresse naqueles anos? Seria salvo! Sim, tenho convicção que seria salvo. Eu orava, buscava o Senhor, lia sua palavra, dizimava... Estava buscando no Senhor mudar de vida e ninguém me convence que não era já um cristão. Mas se hoje eu tornasse a viver como naqueles dias, que se seguiram até os 16, é bem possível, que eu não fosse salvo. Por quê? Porque hoje eu conheço melhor a Verdade, e dela sou escravo.

Alguns podem então dizer: “Então, diante disso, melhor é não esforçar-me por conhecer mais da Verdade”. Bom, agora não adianta mais, você acaba de ler este texto e se parar de buscar ao Senhor será considerado imundo. Além do que, que vantagem há em se manter ignorante a uma porção de coisas? Que vantagem há em errar porque ‘não sabe’ que é errado? Existe uma multidão, que a cada ano volta a dizer, “agora eu me converti de verdade”. Que coisa bem estranha isso. Eu tenho convicção de minha conversão e de como isso é processual. De como cada dia cresço na direção de Cristo. Mas pode que outros, estejam inspirados no exemplo de Pedro, que demorou bastante para se converter ‘de “verdade”’. Todavia minha intenção hoje é enfatizar o que já vem dizendo o Pr. Ariovaldo Ramos há bastante tempo: “Quanto mais sabemos, mais responsáveis nos tornamos”. É verdade. Inclusive meus atos hoje, são esclarecidos pela verdade e parte de meus erros, pasmem, são pré-meditados e por isso, mais terríveis e mortais que os praticados outrora, na ignorância. Enfim, relacionamento com Jesus, que nos faz conhecer a verdade, nos liberta, na medida em que buscamos imitá-lo, obedecê-lo em temor e fé. Mas a verdade nos aprisiona na condenação, caso queiramos viver como outrora vivíamos. Se nela nos estribamos para bem, nos serve de degrau na escada. Se dela fugimos, nos serve como grilhão, prendendo o pé e nos fazendo cair ao chão. Oh Verdade, Cristo meu, purifica-me, limpa-me e ensina-me a viver segundo a teus preceitos. Quero ser teu imitador.


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