Princípios básicos sobre louvor e adoração.

“Tu dizias no teu coração: Eu subirei ao céu; acima das estrelas de Deus exaltarei o meu trono e no monte da congregação me assentarei, nas extremidades do Norte; subirei acima das mais altas nuvens e serei semelhante ao Altíssimo”. Is 14.13-14

O desejo de Satanás é ser deus. Para sustentar sua ilusão, ele busca um dos princípios mais elementares para ser uma divindade: Receber adoração. Aquilo que você adora isso é seu deus. Um ídolo é um deus, ainda que somente para aquele que o adora. Uma imagem de pedra não é Deus, mas se torna um deus para aqueles que a adoram. O Diabo tem um profundo desejo de desviar nossa adoração para qualquer outra coisa que não seja o Senhor, pois cada vez que isso fazemos é a ele que estamos adorando.

Isso é um dos motivos pelos quais o ministério de louvor é um alvo constante de Satanás. Um Ministério centrado em Deus reafirma ainda mais o Senhorio de Jesus Cristo. Quando glorificamos a Jesus estamos reafirmando a divindade de Deus. Deus é Deus independente de nossa reação em relação a Ele, pois já existia e era Deus antes de haver homem algum, e foi Ele mesmo quem criou o tempo. Um ídolo nunca será um deus de fato, cessando a adoração, até mesmo ídolo deixa de ser. “No tocante à comida sacrificada a ídolos, sabemos que o ídolo, de si mesmo, nada é no mundo e que não há senão um só Deus.” 1Co 8.4.

A esperança de Satanás para ser ‘semelhante ao Altíssimo’ em ao menos um dos quesitos da divindade, é que desviemos nossa adoração. Vemos coisas horríveis acontecendo em ministérios de louvor e adoração. Visitando algumas igrejas vemos seus ministérios e achamos tudo lindo. Entretanto, bastam apenas algumas perguntas e logo saberemos das brigas, calúnias e estrelismos existentes na maioria dos ministérios. É o Diabo metendo as guampas! Basta um levita que se considere uma ‘estrelinha de Jesus’ para Satanás sorrir! “Como caíste do céu, ó estrela da manhã [Lúcifer KJ], filho da alva! Como foste lançado por terra, tu que debilitavas as nações! Is 14.2”. Basta um dos músicos se considerar o centro das atenções para que Lúcifer receba sua adoração. Basta que um dos músicos devaneie em seus pensamentos e toque por tocar, sem glorificar a Jesus, para que haja brecha para o inimigo agir na mente da congregação. Ministrar o louvor, seja com instrumentos, voz ou dança, é algo muito sério! Um levita não o pode ser apenas no momento em que está diante da Igreja! Para estribarmos um ministério de louvor na palavra, vamos rever dois conceitos básicos.

Louvor: O louvor na Bíblia sempre está ligado a alegria, a expressão de gratidão, de festa, júbilo. Davi dançava (2Sm 6.14) e cantava hinos (2Sm 22.50) em louvor a Deus. Não somente dançava e cantava hinos de louvor, mas conduzia o povo a fazer isso também com instrumentos e com todas as forças (1Cr 13.8). Também no Novo Testamento louvor é sinônimo de alegria (Tg 5.13).

Adoração: Adoração está ligada a prostração (Ex 4.31) e sacrifício. Quando uma pessoa dizia ‘vou adorar’ estava dizendo ‘vou sacrificar’. A Adoração incluía o sacrifício (1Sm 1.3;19). Quando o povo se desviava, adorando outros deuses, estava sacrificando a eles (2Rs 17.16). Como fica então a adoração no Novo Testamento? Em João 4.20 a samaritana no poço pergunta a Jesus qual o lugar certo para adorar (sacrificar). Jesus responde que “os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade” Jo 4.23. Por quê? Porque Ele estava prestes a se oferecer em sacrifício suficiente e já não mais seria necessário outros sacrifícios (Hb 9.27). Assim a adoração migra de uma atitude externa de sacrifício para uma atitude íntima do espírito humano, ao reconhecer a eficácia do sacrifício de Jesus na Cruz de uma vez por todas, reafirmando que Ele é digno de toda honra! Em 1Co 14.25 vemos que Deus recebe adoração quando um ímpio se prostra reconhece que Deus está em nosso meio, mas não vemos sacrifício nessa passagem. Em Ap 4.10 vemos os 24 anciãos adorando a Deus, mas não vemos sacrifício de animais, somente a prostração e rendição das coroas. Em Ap 13.4 temos adoração ao Dragão e a Besta também sem a presença de sacrifícios de animais. Assim concluímos que a adoração no Antigo Testamento estava ligada a prostração e sacrifícios. No Novo Testamento a adoração está relacionada a uma atitude íntima do homem que vem a ser externada com prostração e palavras.

Algumas vezes passamos dificuldade em louvar a Deus porque perdemos a alegria da salvação (Sl 51.12) e colocamos nossos olhos nas coisas temporais. Os apóstolos louvavam mesmo em meio as piores dificuldades (At 16.25). Quando nosso coração está cheio da alegria da salvação e gratidão, conseguimos louvar mesmo quando as coisas não vão bem. Levitas mal humorados e carrancudos não estão em condições de louvar ao Senhor! Quando te sentires assim, te concertes perante o Senhor antes de ministrar. Quando nossa visão está fixada nas coisas do alto, conseguimos expressar nossa alegria em louvores. Quando um ministério louva com legitimidade, conduz a Igreja em uma festa, com cânticos, danças e instrumentos.

O momento da adoração, só é legitimo quando provém de pessoas que possuem uma vida de adoração. Pessoas que no íntimo de seus corações reconhecem a eficácia do sacrifício de Jesus, reconhecem Deus como Senhor de suas vidas e se derramam prostrados na presença de Deus em gestos e palavras. A adoração verdadeira nasce de um coração que reconhece Jesus como Senhor e Salvador. De um coração que admite sua infinita pequenez diante da infinita grandeza de Deus. A adoração verdadeira só pode nascer de um coração arrependido que reconhece que sua maneira de viver é errada e a maneira ensinada pelo Espírito Santo é a certa! Um ministério não pode entoar adoração como se entoa louvor. Ele precisa conduzir a Igreja a uma posição de adoração, pois a adoração vem de dentro para fora. Nasce do mais íntimo do coração até que se externa. Quem vai ao altar e faz tudo mecanicamente jamais conduzirá a Igreja toda à adoração verdadeira.

Louvor legítimo só pode ser ministrado por quem tem um coração de adorador. Adoração verdadeira sempre conduzirá ao louvor. Adoração e louvor caminham de mãos dadas e um sem o outro sempre terminará em dissolução de ambos. Separamos 3 músicas de louvor e 2 de adoração, mas essa é apenas uma mera separação humana, os corações são os mesmos. Vir à frente, cantar e tocar instrumentos no domingo sem ter uma vida intensa de adoração e louvor dia-a-dia na presença do Senhor é hipocrisia, é farisaísmo! Devemos viver com os corações prostrados diante do trono, glorificando a Deus em nossas palavras e ações.

Sejamos então adoradores em ‘espírito e em verdade’ e louvemos a Deus todos os dias de nossas vidas aqui e na eternidade! Aleluia.

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