Páscoa Judaica, Cristã ou Pagã?

Fonte: Cultura Brasileira

A Páscoa sempre representou a passagem de um tempo de trevas para outro de luzes, isto muito antes de ser considerada uma das principais festas da cristandade. A palavra "páscoa" – do hebreu "peschad", em grego "paskha" e latim "pache" – significa "passagem", uma transição anunciada pelo equinócio de primavera (ou vernal), que no hemisfério norte ocorre a 20 ou 21 de março e, no sul, em 22 ou 23 de setembro.

De fato, para entender o significado da Páscoa cristã, é necessário voltar para a Idade Média e lembrar dos antigos povos pagãos europeus que, nesta época do ano, homenageavam Ostera, ou Esther – em inglês, Easter quer dizer Páscoa.

Ostera (ou Ostara) é a Deusa da Primavera, que segura um ovo em sua mão e observa um coelho, símbolo da fertilidade, pulando alegremente em redor de seus pés nus. A deusa e o ovo que carrega são símbolos da chegada de uma nova vida. Ostara equivale, na mitologia grega, a Persephone. Na mitologia romana, é Ceres.

Os pássaros estão cantando, as árvores estão brotando. Surge o delicado amarelo do Sol e o encantador verde das matas.

A celebração de Ostara, comemora a fertilidade, um tradicional e antigo festival pagão que celebra o evento sazonal equivalente ao Equinócio da primavera.

Algumas das tradições e rituais que envolve Ostara, inclui fogos de artifícios, ovos, flores e coelho.

Ostara representa o renascimento da terra, muitos de seus rituais e símbolos estão relacionados à fertilidade. Ela é o equilíbrio quando a fertilidade chega depois do inverno. É o período que a luz do dia e da noite têm a mesma duração. Ostara é o espelho da beleza da natureza, a renovação do espírito e da mente. Seu rosto muda a cada toque suave do vento. Gosta de observar os animais recém-nascidos saindo detrás das árvores distantes, deixando seu espírito se renovar.

Ostara foi cristianizada como a maior parte dos antigos deuses pagãos.

Os símbolos tradicionais da Páscoa vêm de Ostara. Os ovos, símbolo da fertilidade, eram pintados com símbolos mágicos ou de ouro, eram enterrados ou lançados ao fogo como oferta aos deuses. É o Ovo Cósmico da vida, a fertilidade da Mãe Terra.

Ostara gosta de verde e amarelo, cores da natureza e do sol.

O Domingo de Páscoa é determinado pelo antigo sistema de calendário lunar, que coloca o feriado no primeiro Domingo após a primeira lua cheia ou seguindo o equinócio.

A Páscoa foi nomeada pelo deus Saxão da fertilidade Eostre, que acompanha o festival de Ostara como um coelho, por esta razão, o símbolo do coelho de páscoa na tradição cristã. O coelho é também um símbolo de fertilidade e da fortuna.

A Páscoa foi adaptada e renomeada pelos cristãos, do feriado pagão Festival de Ostara, da maneira que melhor lhe convinha na época assim como a tradição dos símbolos do Ovo e do Coelho.

A data cristã foi fixada durante o Concílio de Nicéa, em 325 d.C., como sendo "o primeiro Domingo após a primeira Lua Cheia que ocorre após ou no equinócio da primavera boreal, adotado como sendo 21 de março.

A festa da Páscoa passou a ser uma festa cristã após a última ceia de Jesus com os apóstolos, na Quinta-feira santa. Os fiéis cristãos celebram a ressurreição de Cristo e sua elevação ao céu. As imagens deste momento são a morte de Jesus na cruz e a sua aparição. A celebração sempre começa na Quarta-feira de cinzas e termina no Domingo de Páscoa: é a chamada semana santa.

O significado da Páscoa

A Páscoa é uma festa cristã que celebra a ressurreição de Jesus Cristo. Depois de morrer na cruz, seu corpo foi colocado em um sepulcro, onde ali permaneceu, até sua ressurreição, quando seu espírito e seu corpo foram reunificados. É o dia santo mais importante da religião cristã, quando as pessoas vão às igrejas e participam de cerimônias religiosas.

Muitos costumes ligados ao período pascal originam-se dos festivais pagãos da primavera. Outros vêm da celebração do Pessach, ou Passover, a Páscoa judaica. É uma das mais importantes festas do calendário judaico, que é celebrada por 8 dias e comemora o êxodo dos israelitas do Egito durante o reinado do faraó Ramsés II, da escravidão para a liberdade. Um ritual de passagem, assim como a "passagem" de Cristo, da morte para a vida.

Obs.: Leia o restante do texto em Cultura Brasileira

Veja uma pregação em vídeo sobre o verdadeiro sentido da páscoa em AQUI.

Fim

As pessoas não mais amam,

As pessoas sim mais exploram.

As pessoas não mais sorriem

As pessoas sim mais choram...


Falsos sorrisos

Falsas amizades.

Grandes interesses,

Extinta felicidade.


O canto do pássaro tornou-se fúnebre.

O júbilo do vitorioso

Tornou-se como o lamento do derrotado.


Há um século

O amor se esfriou.

Já não se vê mais luz

O fim chegou.


Este povo é perverso

Mais do que nos dias do dilúvio.

Aumenta a maldade

Como nunca antes se viu.


Neste segundo dilúvio,

A arca se chama Igreja.

Já não mais será de chuva,

Muito embora já troveja!


A terra está solta

Não para de tremer

Pelo cavalgar do Senhor que volta!


Não existe mais moral.

Não existe mais verdade.

Tudo se tornou mal,

Tudo se encerra na relatividade.


A mão furada,

Agora com vigor

Segura uma espada.


Os espinhos foram trocados

Por uma linda coroa.

Os sangrados machucados

Sarados e cobertos por uma veste branca!


A impiedade não prevalecerá!

O mal há de ruir

O bem reinará.

O Senhor vem para os seus reunir!


Não haverá para estes

Pranto ou sofrer.

E os liberais

Enfim vão padecer.


O caçoar dos que se julgam sábios

Enfim cessará.

E as ovelhas antes humilhadas

Regozijar-se-ão no Rei que virá!


Enfim teremos paz

Então descansaremos.

Enquanto nos regozijarmos

Encarcerará os rebeldes sem paz.


A luz tornará a brilhar.

Os corações tornarão a amar.

A chuva molhará a alma do ser,

A canção voltará a sua essência ter!


Não haverá mais choro

Nem tristeza.

A paz vai imperar

E veremos tudo com clareza!

O justo calor

Por entre as muitas pedras desta jornada

Por entre os espinhos,

Sem ter fixa morada...


Vou andando,

Admirando o belo da criação.

Amando,

O Deus da minha salvação!


Ainda que haja dias sombrios

E a alma habite no inverno.

Ainda que longos sejam os dias frios

O gelo não será eterno.


O Sol da Justiça já brilha

E tudo há de revelar.

A que é do Diabo filha

Logo irá se acabar!


E quando cair a mentira

A verdade reinará.

Não haverá espaço para a calúnia

E a difamação findará!


Os mentirosos serão humilhados

E os de mau desígnio derrotados.

O Juiz se levantará

E sua justa sentença prevalecerá!

Exortações aos Cristãos

Este texto é uma adaptacão da mensagem "Síndrome de Naamã".

2Rs 5.1 Naamã foi um homem famoso. Tanto em sua terra onde era admirado, quando nas redondezas onde era odiado por ter causado inúmeras mortes e destruição. Quem olhasse de longe, veria o poderoso guerreiro, o invencível Naamã. Entretanto quem chegava perto, veria um leproso, um homem que estava já a algum tempo perdendo a sensibilidade de sua pele. Que possivelmente já estava com algumas partes do seu corpo comidas por bichos, pois um leproso não sente quando algo está lhe machucando.

Mais do que nos dias de Naamã, vivemos em tempos de heróis leprosos. Somos preparados desde crianças para sermos vencedores, para sermos campeões, mas por debaixo da bela armadura estão corações despedaçados. Talvez você admire seu pai em tudo, mas nunca tenha ouvido dele um ‘eu te amo’. Pior ainda, creio que muitos aqui ouviram de seus pais palavras duras: “Você não presta! Nunca será nada na vida...” e coisas semelhantes. Ao invés de se limparem disso, colocaram uma armadura por cima e tornaram-se mercenários. Aprenderam a vencer pelo poder da espada, mas nunca trataram as feridas da alma.

De longe avistam o guerreiro Naamã. De perto vejo o leproso guerreiro. Olhe ao seu redor e poderá perceber a gigantesca quantidade de pessoas que são apenas casca. Apenas uma armadura reluzente, mas por baixo uma pele corroída. Nos tornamos especialistas em polir a armadura enquanto deixamos de lado o básico, a higiene da própria pele. Até mesmo na igreja, conversamos com irmãos que contam tantas bênçãos e até mesmo com pastores que pregam bem, todavia quando nos aproximamos, vemos que nada vai bem. Amado, quem olhar de perto verá o que em seu lar? Porque aqui na igreja todos chegam com suas armaduras reluzentes. Mas em casa de pijamas, como estão as coisas? Outra situação. A maioria das pessoas hoje caminha para lá e para cá com pose, mas deve para todo mundo, suas finanças estão uma bagunça! Crentes que estão aqui todo domingo, mas em seu coração tem inimizade contra outros irmãos! Ah Naamã, Deus quer lhe curar dessa lepra hoje!

5.2-3 Em uma de suas saídas, Naamã toma uma menina israelita para ser serva de sua esposa. Ela tinha todos os motivos do mundo para odiar Naamã. Ele era um assassino. Já matara muita gente e além disso sequestrara ela de seu país, fazendo dela uma escrava! Não nos assustaria se ela praguejasse rogando que a lepra pegasse também na esposa e em todos os sírios. Mas ao que vemos, ela perdoa o comandante e ainda mais, se mostra interessada em sua cura! Ela consegue enxergar além da dura armadura do guerreiro e vê que lá dentro existe um enfermo!

As pessoas que nos ferem, também são pessoas feridas! Ela abdicou de seu desejo de vingança pelo desejo da cura de seu agressor! Ela tinha um coração ‘cristão’. Cristianismo inclui a arte de amar aqueles que nos perseguem.

5.4-6 O comandante, talvez impressionado com a capacidade da menina de estar interessada em sua cura, ou simplesmente por desespero, resolve procurar o tal profeta de Israel. Ele leva consigo uma carta do rei da Síria e também presentes. Isso me lembra de uma atitude que tem sido bem comum na atualidade. Pessoas tentando negociar com Deus. Naamã leva a recomendação de uma autoridade e bens. Hoje, muitos tentam comprar o favor de Deus. Servem na igreja não por amor, mas por interesse. Alguns ofertam e dizimam não por obediência ao Senhor, mas por desejo mesquinho de ficarem ricos, ou por medo do devorador.

5.7 Mas ele foi à pessoa errada. Foi até o rei de Israel, que não tinha nada para lhe oferecer e que, inclusive, achou que tudo não passava de uma armação do inimigo. Amado, assim também muitas pessoas estão por ai desviadas, e talvez você mesmo nesta noite, machucados, porque vieram buscar ajuda na igreja, mas encontraram pessoas que eram nuvens secas, que não as puderam ajudar. Talvez você esteja aqui decepcionado com Igreja e com a imagem que criou de Deus. Ah irmão, o rei de Israel de fato não tinha nada para oferecer a Naamã, mas isso não significava que Deus não existia! Abra seu coração como a menina serva, libere perdão sobre a nuvem seca que lhe atendeu e prepare-se em fé para o milagre de Deus na sua vida!

5.8 Entretanto, existia uma nuvem carregada! Existia um homem de Deus. Elizeu, que havia sido discipulado por ninguém menos que Elias. Vamos aqui imaginar Elizeu tomando seu chimarrão (café, tereré...) de manha cedo, lendo seu jornal e a manchete diz: “Comandante Sírio vem buscar cura, mas rei de Israel o manda embora crendo ser tudo uma emboscada”. Elizeu bate a mão na mesa e grita: “Tragam esse homem até aqui e saberão que há Deus em Israel”!

Que tipo de pessoa que você é? Como o rei que de tudo desconfia ou como Elizeu que em tudo vê uma possibilidade para o nome de Deus ser glorificado? Como o rei que rasgou às vezes e fez escândalo ou como o homem de Deus que encarou a situação de frente! Seja qual for a sua dificuldade, enxergue nela uma possibilidade para Deus se mover! E quando as pessoas vierem até ti o que você fará? Quando pedirem oração você vai orar por elas ou vai recomendar algum irmão? Bata a mão na mesa, para que todos saibam que há Deus em Cristal (sua cidade) aleluia!

5.9-11 O leproso vai até a casa de Elizeu, mas este nem ao menos o recebe. Ele fica indignado. Como um israelita pode tratar assim o comandante do exército da Síria? Ele chegou até Elizeu com uma ideia pré-concebida de como deveria ocorrer à cura. Queria ser curado, mas do jeito dele. Amado, se quer as coisas do seu jeito, então desista de contar com Deus. Mas se você se submete ao tratamento de choque do Senhor, então se prepare para ver os Milagres fazendo fila para entrar em sua vida!

Se fosse hoje, diria que Naamã pensava que Elizeu viria até ele, colocaria a mão na cabeça, falaria em línguas estranhas, daria uma tremidinha e pronto! Mas não foi nada disso. Mandou Naamã tomar banho de rio! Ele fica indignado: “Como? Por acaso não existem rios maravilhosos na minha terra? Porque eu preciso me banhar no rio Camaquã (rio de sua região)”! Deus despedaça o orgulho do imponente general. Ele não está nem um pouco a fim de lavar-se no Jordão.

5.13-14 Os oficiais do comandante começam a colocar juízo na cabeça dele. O fazem refletir no fato, de que se Elizeu tivesse pedido coisas difíceis ele teria feito, mas porque pediu uma simples ele rejeitou. Meu irmão, às vezes me parece que estamos infectados com a síndrome de Naamã. Desculpem irmãos, mas vou precisar falar aqui mais algumas verdades. Aquele homem que gasta R$ 15,00 para ir num baile e depois mais R$ 10,00 de cerveja, e tudo isso em uma noite, R$ 25,00 botados fora! Esse mesmo homem acha muito dar R$ 10,00 de oferta! Aquela senhora que passava 3h por dia assistindo novelas, acha tempo demais o culto durar 2h! Porque parece que quando é para Deus as coisas são mais difíceis? Alguns consideram que ir lá à praia e ficar sem fazer nada é tempo ganho, mas vir aqui e receber um curso é tempo perdido. Que valores invertidos são esses? Não! Precisamos ser diferentes desse mundo, não nos deixemos enganar por Satanás. As coisas do Senhor exigem sim dedicação, mas são prazerosas àqueles que as fazem com alegria aleluia!

5.14 Naamã se banha a primeira vez e nada. Duas vezes e nada e assim por seis vezes! É exatamente ai que muitos cristãos desistem, no momento em que lhes é exigido perseverança! Persevere meu amado! Persevere em buscar ao Senhor, em orar, em crescer diante do Senhor. PERSEVERE! Persevere em evangelizar e orar por seus conhecidos. Persevere nos propósitos e campanhas da Igreja. O MILAGRE VEM DEPOIS DA OBEDIÊNCIA E DA PERSEVERANÇA! Naamã obedeceu, foi até o Jordão e perseverou até o sétimo mergulho!

5.17 Por fim, o homem curado, admite que não há outro além do Deus de Israel e pede para levar uma carga de terra para sua casa. Ele queria que Deus habitasse também em seu lar. Só que Deus mudou de endereço, ele mora em nossos corações. Assim, as pessoas não quererão levar um punhado de terra para dentro de suas casas, mas quererão levar você meu irmão, você é hoje o Israel do Senhor! E assim surgirão novas células, quando você estiver pregando dentro da casa dos outros. Se você disser que não sabe falar Deus lhe dará um Arão, se disser que é um analfabeto Ele lhe lembrará de Pedro. Ô Glórias a Deus! Pare com frescuras e deixe Deus te usar!

Deus é Deus: É justo e salvará quem lhe aprouver salvar.

Conversando com uma mulher, ouvi suas queixas de que “Deus é injusto e sempre as mesmas pessoas sofrerem e outras sempre tirarem proveito das situações”. Que “os bons fazem tudo certo e depois vão para o inferno e os maus se arrependem na última hora e sem merecer vão para o céu”.

Contestei essa afirmativa. Primeiramente, se Deus fosse injusto não seria Deus. Ou cremos em um Deus absoluto, totalmente justo, ciente e poderoso ou não há Deus. Perguntei: “Você crê que Deus existe?” E ela afirmou que sim, Deus existe. Então ela concordou comigo que de fato Deus existe e logo, é totalmente justo.

Como afirmo na Mensagem “Criação Versus Invenção”, Deus não criou essa sociedade corrupta e opressora em que vivemos. Deus criou seres humanos puros, santos e a estes deu liberdade. Essa liberdade que deveria ser a chave para abrir as comportas dos rios de felicidade, toda vez que usada para glória de Deus, foi pervertida em uma bomba sugadora do enxofre do inferno, toda vez que usada em rebeldia ao Senhor. Assim, o homem se tornou mal e pecador e tanto o que se diz bom quanto o que se sabe que é mal se tornaram merecedores do inferno (Rm 3.10-18). A justiça absoluta de Deus poderia ser aplicada na completa exterminação da humanidade (Rm 3.4-6). Mas Deus sendo misericordioso enviou seu Filho Jesus para morrer em nosso lugar (Jo 1.12; 3.16). Deus oferece presentes a quem quer de acordo com sua bondade (Mt 20.1-6 Ef 2.8-9) e não cabe a nós questioná-lo quanto a isso. Ele salvará quem Ele quiser da maneira que desejar e pronto! Todavia, sabemos que Ele tem zelo em honrar Sua Palavra (Mt 24.35 Je 1.12 Ez 12.28). Por isso, conhecemos o Caminho que Ele deixou para a Salvação, este, ensinado na Bíblia e nos esforçamos por cumprir Seus mandamentos e glorificar Seu Santo Nome, todavia esse querer e conseguir só virá através do Espírito Santo (Fp 2.13). Quem não encontrar nas escrituras a maneira de viver corretamente, de modo que glorifique o Nome de Jesus está sim, correndo um gigantesco risco de se perder eternamente. Depois que a pessoa morrer, caberá a Deus a decisão de onde a pessoa estará eternamente (Hb 9.27). Por isso não me preocupo com os mortos e nem com a maneira como serão julgados porque a mim não cabe nem o tencionar intervir nisto. Pregamos para cada pessoa dessa multidão criada por Deus, mas que vive em uma sociedade maléfica inventada por eles mesmos com auxílio de Satanás. Pregamos para cada um destes indivíduos biologicamente vivos, tão vivos que seus instintos dominam sua alma e seus espíritos vivem em trevas, desligados de Deus. Para que seus espíritos sejam vivificados (1Co 15.45) por Cristo, no poder de Seu sacrifício, pela graça do Pai (Rm 3.24) através do Espírito Santo (Rm 8.9).

“Porque pela graça sois salvos, mediante a fé; e isto não vem de vós; é dom de Deus; não de obras, para que ninguém se glorie”. Ef 2.8-9.

Princípios básicos sobre louvor e adoração.

“Tu dizias no teu coração: Eu subirei ao céu; acima das estrelas de Deus exaltarei o meu trono e no monte da congregação me assentarei, nas extremidades do Norte; subirei acima das mais altas nuvens e serei semelhante ao Altíssimo”. Is 14.13-14

O desejo de Satanás é ser deus. Para sustentar sua ilusão, ele busca um dos princípios mais elementares para ser uma divindade: Receber adoração. Aquilo que você adora isso é seu deus. Um ídolo é um deus, ainda que somente para aquele que o adora. Uma imagem de pedra não é Deus, mas se torna um deus para aqueles que a adoram. O Diabo tem um profundo desejo de desviar nossa adoração para qualquer outra coisa que não seja o Senhor, pois cada vez que isso fazemos é a ele que estamos adorando.

Isso é um dos motivos pelos quais o ministério de louvor é um alvo constante de Satanás. Um Ministério centrado em Deus reafirma ainda mais o Senhorio de Jesus Cristo. Quando glorificamos a Jesus estamos reafirmando a divindade de Deus. Deus é Deus independente de nossa reação em relação a Ele, pois já existia e era Deus antes de haver homem algum, e foi Ele mesmo quem criou o tempo. Um ídolo nunca será um deus de fato, cessando a adoração, até mesmo ídolo deixa de ser. “No tocante à comida sacrificada a ídolos, sabemos que o ídolo, de si mesmo, nada é no mundo e que não há senão um só Deus.” 1Co 8.4.

A esperança de Satanás para ser ‘semelhante ao Altíssimo’ em ao menos um dos quesitos da divindade, é que desviemos nossa adoração. Vemos coisas horríveis acontecendo em ministérios de louvor e adoração. Visitando algumas igrejas vemos seus ministérios e achamos tudo lindo. Entretanto, bastam apenas algumas perguntas e logo saberemos das brigas, calúnias e estrelismos existentes na maioria dos ministérios. É o Diabo metendo as guampas! Basta um levita que se considere uma ‘estrelinha de Jesus’ para Satanás sorrir! “Como caíste do céu, ó estrela da manhã [Lúcifer KJ], filho da alva! Como foste lançado por terra, tu que debilitavas as nações! Is 14.2”. Basta um dos músicos se considerar o centro das atenções para que Lúcifer receba sua adoração. Basta que um dos músicos devaneie em seus pensamentos e toque por tocar, sem glorificar a Jesus, para que haja brecha para o inimigo agir na mente da congregação. Ministrar o louvor, seja com instrumentos, voz ou dança, é algo muito sério! Um levita não o pode ser apenas no momento em que está diante da Igreja! Para estribarmos um ministério de louvor na palavra, vamos rever dois conceitos básicos.

Louvor: O louvor na Bíblia sempre está ligado a alegria, a expressão de gratidão, de festa, júbilo. Davi dançava (2Sm 6.14) e cantava hinos (2Sm 22.50) em louvor a Deus. Não somente dançava e cantava hinos de louvor, mas conduzia o povo a fazer isso também com instrumentos e com todas as forças (1Cr 13.8). Também no Novo Testamento louvor é sinônimo de alegria (Tg 5.13).

Adoração: Adoração está ligada a prostração (Ex 4.31) e sacrifício. Quando uma pessoa dizia ‘vou adorar’ estava dizendo ‘vou sacrificar’. A Adoração incluía o sacrifício (1Sm 1.3;19). Quando o povo se desviava, adorando outros deuses, estava sacrificando a eles (2Rs 17.16). Como fica então a adoração no Novo Testamento? Em João 4.20 a samaritana no poço pergunta a Jesus qual o lugar certo para adorar (sacrificar). Jesus responde que “os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade” Jo 4.23. Por quê? Porque Ele estava prestes a se oferecer em sacrifício suficiente e já não mais seria necessário outros sacrifícios (Hb 9.27). Assim a adoração migra de uma atitude externa de sacrifício para uma atitude íntima do espírito humano, ao reconhecer a eficácia do sacrifício de Jesus na Cruz de uma vez por todas, reafirmando que Ele é digno de toda honra! Em 1Co 14.25 vemos que Deus recebe adoração quando um ímpio se prostra reconhece que Deus está em nosso meio, mas não vemos sacrifício nessa passagem. Em Ap 4.10 vemos os 24 anciãos adorando a Deus, mas não vemos sacrifício de animais, somente a prostração e rendição das coroas. Em Ap 13.4 temos adoração ao Dragão e a Besta também sem a presença de sacrifícios de animais. Assim concluímos que a adoração no Antigo Testamento estava ligada a prostração e sacrifícios. No Novo Testamento a adoração está relacionada a uma atitude íntima do homem que vem a ser externada com prostração e palavras.

Algumas vezes passamos dificuldade em louvar a Deus porque perdemos a alegria da salvação (Sl 51.12) e colocamos nossos olhos nas coisas temporais. Os apóstolos louvavam mesmo em meio as piores dificuldades (At 16.25). Quando nosso coração está cheio da alegria da salvação e gratidão, conseguimos louvar mesmo quando as coisas não vão bem. Levitas mal humorados e carrancudos não estão em condições de louvar ao Senhor! Quando te sentires assim, te concertes perante o Senhor antes de ministrar. Quando nossa visão está fixada nas coisas do alto, conseguimos expressar nossa alegria em louvores. Quando um ministério louva com legitimidade, conduz a Igreja em uma festa, com cânticos, danças e instrumentos.

O momento da adoração, só é legitimo quando provém de pessoas que possuem uma vida de adoração. Pessoas que no íntimo de seus corações reconhecem a eficácia do sacrifício de Jesus, reconhecem Deus como Senhor de suas vidas e se derramam prostrados na presença de Deus em gestos e palavras. A adoração verdadeira nasce de um coração que reconhece Jesus como Senhor e Salvador. De um coração que admite sua infinita pequenez diante da infinita grandeza de Deus. A adoração verdadeira só pode nascer de um coração arrependido que reconhece que sua maneira de viver é errada e a maneira ensinada pelo Espírito Santo é a certa! Um ministério não pode entoar adoração como se entoa louvor. Ele precisa conduzir a Igreja a uma posição de adoração, pois a adoração vem de dentro para fora. Nasce do mais íntimo do coração até que se externa. Quem vai ao altar e faz tudo mecanicamente jamais conduzirá a Igreja toda à adoração verdadeira.

Louvor legítimo só pode ser ministrado por quem tem um coração de adorador. Adoração verdadeira sempre conduzirá ao louvor. Adoração e louvor caminham de mãos dadas e um sem o outro sempre terminará em dissolução de ambos. Separamos 3 músicas de louvor e 2 de adoração, mas essa é apenas uma mera separação humana, os corações são os mesmos. Vir à frente, cantar e tocar instrumentos no domingo sem ter uma vida intensa de adoração e louvor dia-a-dia na presença do Senhor é hipocrisia, é farisaísmo! Devemos viver com os corações prostrados diante do trono, glorificando a Deus em nossas palavras e ações.

Sejamos então adoradores em ‘espírito e em verdade’ e louvemos a Deus todos os dias de nossas vidas aqui e na eternidade! Aleluia.

Não retenha a espada do Sangue.

Recentemente, assiti ao filme Cruzadas. Então hoje enquanto orava, o Senhor me fez lembrar algumas cenas. Cenas onde as tropas se enfrentavam. Cara a cara, matar ou morrer. Em Je 48.10 diz: “Maldito o homem que fizer a obra do Senhor relaxadamente, maldito aquele que retém a sua espada do sangue”. O texto se refere à execução do juízo de Deus sobre os povos, mas comumente o utilizamos como um sinal de alerta, para que façamos a obra do Senhor com zelo. De fato, esta aplicação é válida e séria!

Voltando ao filme e somando o versículos, temos agora uma cena de batalha espiritual. Somos os guerreiros do Senhor dos Exércitos, desprovidos da opção de sermos covardes. Por quê? Simples. Porque partindo da conversão, já estamos nessa guerra. Querendo ou não o inferno lhe atacará. Querendo você ou não os cavaleiros de Satanás estão a sua espreita. Se acovardar é pedir para ser morto. Os covardes morrem na fé, porque retém a ‘espada do sangue’, tornam-se malditos.

Ser cristão é tomar posição, tomar por estandarte Jesus Cristo. Empunhar a espada e lutar. Ser cristão é meter a mão no arado e não olhar para trás! Como diz o Pr. Samuel A. Piangers, ‘ou você faz batalha espiritual ou você sofre batalha espiritual’. Diante das guarnições inimigas não há tempo para voltar atrás, só existe o avançar! Por isso os covardes, ou deixam de o ser, ou não serão parte no Reino de Deus!

E quando falo em batalha não me refiro necessariamente a expelir demônios, mas também a envolver-se com seriedade em sua igreja local, a empenhar-se em oração, santificação e evangelismo! Quem afia espadas é participante das vitórias do guerreiro que as empunha! Irmã, quando você se prepara para dar o culto infantil, está atacando o inferno! Jovem, quando ajuda a organizar as provas para os retiros, esta golpeando o inimigo. Marido, quando convida sua família para orar está banhando sua espada no sangue do inimigo que perde território!

Mas e quando o inferno te ataca? Precisas estar pronto para te defender. E ainda entra uma série de cosias que certamente já tens ouvido. Destaco a Palavra. Quem se dedica a crescer na Palavra, não é enganado pelas mentiras de Satanás. Não se ilude por falsas promessas e nem se decepciona com as asneiras dos lobos, falsos profetas, pastores e apóstolos fraudulentos. Quem conhece as Escrituras, sabe a autoridade que existe no Nome de Jesus. Enfim, estamos em guerra, não retenha sua espada do sangue!

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