Ariovaldo Ramos - Em vídeo

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O tripé da Sabedoria




            Em uma coisa tanto os crentes como os pagãos, quanto os místicos, todos concordam... Vivemos correndo atrás da felicidade! E o que fazemos para alcançá-la? Tudo! Pagamos o preço que for preciso para encontrá-la. Alguns sentem-se felizes ao verem seus filhos em uma faculdade. Outros, simplesmente ao comprarem algo novo, seja m celular ou uma panela de pressão.
            E quem nunca buscou no prazer um escape, uma janela de felicidade em meio a prisão do “corre-corre”? Seja através da comida, do sexo, do lazer. Os homens buscam esporte, músculos... As mulheres buscam beleza, formosura... Mas todos querem sentir-se bem, todos querem o prazer, a felicidade.
            Bom, no entanto, quando descobrimos algo que nos faz feliz, corremos atrás disso. Verdade é, que muitas vezes a corrida atrás do objeto de prazer acaba sendo mais prazerosa que o objeto em si... É gostoso economizar, colocar o dinheiro no balcão da loja e sair com o produto. Mas com o produto em mãos o prazer vai se gastando. Se dependermos disso para sermos felizes, viveremos correndo atrás do vento.
            Não quero aqui dizer que é errado buscarmos a felicidade. Justamente o contrário, quero dizer que devemos buscá-la, mas, buscá-la da maneira correta. E para isso, precisamos de sabedoria. Enquanto a inteligência está mais relacionada a conhecimento e ação técnica/cientifica, a sabedoria está relacionada com a maneira de se viver. Ela é a matriz pela qual julgamos (entendemos/discernimos). Creio que somente um sábio pode de fato ser feliz. Um estulto poderá conseguir atingir muitos de seus alvos e alcançar todos os seus “objetos de prazer”, mas será um escravo da “roda” e continuamente correrá atrás dela...
            O livro de Provérbios é um dos escritos Bíblicos que mais enaltece a Sabedoria. Ele a estabelece sobre um tripé, sobre três princípios básicos sobre os quais ela está assentada. E aquele que quiser deixar a vida fútil de lado, e entrar no barco da verdadeira felicidade deve abraçá-los.

Primeiro Princípio:
Pv 4.7 “O princípio da sabedoria é: Adquire a sabedoria; sim, com tudo o que possuis, adquire o entendimento.”

            O primeiro passo então para ser alguém sábio é valorizar a sabedoria. E não estamos aqui falando de faculdade. Como diz a música, “é preciso saber viver”. De fato, isso é verdade. Poderíamos dizer que, entre outras coisas, obter sabedoria é aprender a viver. Todas as coisas possuem um jeito certo de serem feitas. Um meio pelo qual são mais eficientes. Existem maneiras de se fazer churrasco, de dirigir um carro e de limpar uma casa. Sempre uma das opções será a melhor para você. Assim, também existe um “jeito certo de se viver” [i]. E descobrir esse jeito certo de viver é tornar-se sábio. Agora, lógico que aplicar um “jeito de viver” à nossa vida, precisa ser algo universalizável[ii], ou seja, algo que todos poderiam por em prática sem trazer prejuízo uns aos outros. Ai é que está a questão: Como ser feliz e viver bem sem prejudicar os demais? Porque a maioria das ideologias e filosofias de vida que vemos em nossos dias nos leva a uma luta desenfreada, onde quem manda é a lei do mais forte, seja essa força econômica, emocional e até mesmo espiritual, ou melhor, eclesiástica.
            Logo, tudo que nos resta fazer é olhar ao nosso redor em busca de algo ou alguém que possa nos mostrar como obter a sabedoria. Como viver do jeito certo que nos leve tanto a felicidade pessoal, quanto a felicidade coletiva. Um jeito de viver que seja bom para todos! Uma vez que, se vivêssemos apenas atrás da felicidade particular, justificaríamos assim “a tortura ou a crueldade por causa do prazer que traz aos sadistas” [iii].
            E depois de encontrada essa fonte de sabedoria, dedicar tudo que temos e somos para consegui-la! Vimos então o primeiro tripé da sabedoria: Adquire-a!


Segundo Princípio:
Pv 9.10 “O temor do Senhor é o princípio da sabedoria, e o conhecimento do Santo é prudência.”

            O segundo fundamento do tripé da sabedoria é “o temor do Senhor”. Vimos no princípio anterior que a sabedoria deve ser adquirida com todas as forças, com todo nosso empenho. Como viver aquele princípio sem entrar em contradição com esse, uma vez que diz que o temos ao Senhor é o princípio da sabedoria e tal Senhor ordena por sua palavra: Mt 22.37 “Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma e de todo o teu entendimento.”? Assim, o primeiro princípio diz que devemos adquirir a sabedoria com todas as forças e o segundo temer a um Deus que pede que o amemos com todas as forças.
            Podemos conciliar isso “porque aprouve a Deus que, nele, residisse toda a plenitude” Cl 1.19. Em Cristo habita toda a Plenitude, e o modo como Ele viveu aqui na Terra é a síntese de toda a sabedoria! De modo que adquirir a sabedoria com todas as forças e temer a Deus (os dois pés já citados) se resume em obedecer Jesus e imitá-lo. Podemos achar mais de 20 passagens Bíblicas no NT falando à respeito da sabedoria de Jesus.
            Devemos largar de lado todos os conceitos, todos os métodos, todos os anseios e expectativas e olhar par ao Cristo e n’Ele buscar a sabedoria! Jesus é a sabedoria em pessoa. Toda e qualquer forma de sabedoria sempre será um respingo da pessoa de Cristo. Se não é fragmento de Cristo, é pseudo-sabedoria. Assim a solução para o nosso problema de buscar a felicidade sem que isso se torne um sonho irreal e possa ao mesmo tempo ser uma felicidade coletiva, é a imitação de Cristo[iv].
            Assim, não apenas olhamos para a situação perguntando o que Ele “faria” em nosso lugar, mas olhamos para o espelho e perguntamos quem Ele “seria” em nosso lugar. Ai está a sabedoria que deve ser adquirida com todas nossas forças. Não buscamos ser a imagem do Cristo que viveu milênios, mas nos moldar ao meio como Ele viveria em nosso século, em nosso contexto, nem nosso lugar! Essa é a sabedoria, imitar Jesus.

Terceiro Princípio:
Pv 11.30 “O fruto do justo é árvore de vida, e o que ganha almas é sábio.”

            A última base do tripé é ganhar almas. Este princípio já está incluso nas outras duas bases e por isso mesmo chamei de “tripé da sabedoria”, porque são princípios entrelaçados.
            Não tem como imitar a Cristo sem ganhar almas. Ou ganhamos almas ou não estamos imitando Cristo. E como Ele ganhava uma alma? Libertando-as! Lc 4.18-19 NTLH “O Senhor me deu o seu Espírito [unção]. Ele me escolheu para levar boas notícias aos pobres [evangelho] e me enviou para anunciar a liberdade aos presos, dar vista aos cegos, libertar os que estão sendo oprimidos e anunciar que chegou o tempo em que o Senhor salvará o seu povo.”

            Se analisarmos apenas esse trecho, poderemos dizer que ser sábio, seria:
  1. Buscar comunhão com a Trindade. (o Senhor [Pai] me [Filho] deu o seu Espírito)
  2. Boas novas os pobres (Diaconia)
  3. Libertação aos presos. (Libertação Social)
  4. Curar os enfermos. (corpo, alma e espírito)
  5. Libertar as pessoas de Satanás (Libertação espiritual)
  6. Proclamar a salvação.


[i] Ariovaldo Ramos – www.ariovaldoramos.com.br
[ii] Kant, Fundamentação da Metafísica dos Costumes, Pg. 59.
[iii] Norman Geisler, Pg. 73.
[iv]  A Imitação de Cristo, Tomás de Kempis

Aos interessados na Obra missionária para o Uruguai



    Esta semana entrei em entrei em contato com Eduardo Carpenter, missionário no Uruguai e ele me enviou este e-mail falando das dificuldades da obra misionária naquele país. Convoco a Igreja para intercer... Quem quiser maiores informações, pode visitar o site http://www.eduardocarpenter.com/ ou enviar e-mail para contato@sbkauer.com .


País menos evangelizado da América do Sul
Montevideo - UY
Estarmos efetivamente radicados em Montevideo a pouco tempo mas já podemos perceber os contornos da Igreja de Jesus nesta cidade. Temos visitado algumas comunidades locais e nenhuma delas apresenta um número extraordinário de pessoas se compararmos com o Brasil. Além de visitar igrejas locais, procuramos sempre extrair dos seus membros e pastores, parte da experiência quanto à plantação do trabalho, lutas que enfrentaram e ainda enfrentam métodos utilizados e projetos para o futuro. Há particularidades, mas observamos uma convergência nas opiniões no que diz respeito às barreiras para a oficialização, ou seja, a maioria das igrejas locais vive a realidade da clandestinidade, por causa do número insuficiente de seus membros e também em virtude do alto custo cobrado pelo governo para torná-las legais, como por exemplo, o imposto que é pago sobre uma obra e pode chegar a 80% do valor da mesma.
A sociedade uruguaia está mergulhada no humanismo como resultado de três fatores principais. O primeiro deles é histórico-filosófico. Artigas, o mentor da independência uruguaia, plantou a idéia de que o homem não chega a lugar algum só com a sua braveza, antes, é necessário evoluir culturalmente e humanamente através do conhecimento. Por razões políticas, os maçons desenvolveram os seus ideais, sem contar com a presença dele, que morreu exilado.
O segundo fator é geográfico cultural. A proximidade com a Argentina promove uma influência natural. A facilidade do idioma e a agressiva divulgação de eventos através da mídia colaboram decisivamente para transformações profundas na maneira de pensar dos uruguaios, que até pouco tempo tinham o Brasil como paradigma. Hoje, as novas gerações imitam dos cortes de cabelos e jeito de se vestir à pronúncia diferenciada de toda a América Latina, onde o “ll” tem som de “ch”;
O terceiro fator é o demográfico. Por ser um país com cerca de três milhões apenas de habitantes, o Uruguai sustenta índices invejáveis do ponto de vista humano. Em si mesmo esses dados são positivos, mas seus desdobramentos produzem relevante orgulho pessoal e coletivo. Uma barreira radical ao progresso do Evangelho, posto que o princípio básico para o mesmo é o arrependimento e o espírito quebrantado, diametralmente oposto ao espírito altivo que percebemos aqui.
Noventa e oito por cento de sua população é alfabetizada, a escola pública é de qualidade, as crianças são tratadas com especial atenção e existe um profundo respeito pelos idosos.
Em contra partida a economia é perigosamente frágil. Há uma dependência da energia produzida e vendida pelos países vizinhos Brasil e Argentina, e o comércio exterior está baseado em poucos produtos produzidos a partir do campo. O exemplo mais conhecido é a carne de vaca. Não existem grandes fábricas e quase tudo que se consome no país é importado.  Por causa disso, a juventude não tem perspectiva de futuro e ultimamente a questão da violência têm preocupado demasiadamente a sociedade. Há alguns anos os narcotraficantes recrutaram gente da periferia de Montevideo, que começaram a distribuir para a juventude, gratuitamente, a pasta base da cocaína. Esse câncer social se alastrou assustadoramente produzindo um aumento radical na delinqüência. Os índices de homicídio subiram em proporções alarmantes e pequenos furtos são anotados diariamente no centro da cidade, o que não ocorria antes. Quem consegue vencer a tentação da fuga existencial através das drogas é praticamente forçado a deixar o país em busca de novos horizontes. A Europa, principalmente a Espanha, é o destino da maioria dos jovens que completam os estudos, deixando para trás uma sociedade cada vez mais envelhecida e solitária. É difícil encontrar uma família adulta que possua todos os seus membros morando juntos ou na mesma cidade. Esses aspectos somados aos rigorosos invernos resultam em crescentes casos de depressão e o Uruguai ostenta o maior índice de suicídio da América do Sul, ficando a terceira posição dessa lamentável estatística na América Latina.
A igreja é influenciada diretamente por todas essas nuances das enfermidades sócio-culturais por três aspectos principais. O primeiro está diretamente ligado à falta de uma liderança madura. Nos diversos elementos necessários para a formação de líderes, em todos eles a igreja uruguaia ainda é muito deficiente.
O segundo aspecto é a total desmobilização e desmotivação em relação à evangelização. Em muitas igrejas os cultos são realizados com as portas fechadas.
O terceiro aspecto é um ensino teológico sem aprofundamento, o que resulta em uma evidente carência de mensagens que produzam verdadeira transformação em seus ouvintes.
Em última análise, a Igreja Evangélica do Uruguai tem aceitado as dificuldades para o avanço do Evangelho com demasiada tolerância, demonstrando omissão em muitos casos.
Recentemente, apoiada financeiramente pela Associação Billy Graham, a igreja uruguaia realizou o Festival Esperança, um tipo de continuação do Projeto Minha Esperança Uruguai. Na verdade uma oportunidade para a celebração da comunhão entre os irmãos. O evento lotou o pequeno Estádio Charruá, localizado em um bairro de classe média alta, chamado Punta Gorda, cerca de 20 kilometros do centro de Montevideo. Durante três noites o herdeiro do maior evangelísta do século XX  pregou mensagens evangelísticas, e como é costume em grandes concentrações evangelísticas, principalmente aquelas que são idealizadas e organizadas por norte americanos, ao final de cada culto  foi feito um grande apelo ao qual acorreram centenas de pessoas. Fica a interrogação sobre a eficácia do método, porém o saldo para a igreja uruguaia foi muito positivo.
Quando chegamos a Montevideo no dia dezessete de janeiro não  tínhamos nenhum projeto específico, somente a certeza de que o Altíssimo nos queria aqui. Hoje algumas coisas estão claras em nossa mente e coração. A primeira delas é que a Igreja precisa de apoio embora isso não seja um desejo externado com facilidade pelos seus integrantes. Esse apoio pode ser desenvolvido em dois sentidos principais.
O primeiro uma convocação à visão missionária. Estamos orando por um despertamento espiritual que produza uma reação da igreja a fim de que o envio missionário faça parte da sua agenda mais imediata.
O segundo, é que haja um despertamento da palavra profética. Que ao invés de se falar algo sobre Deus para as pessoas se fale algo de Deus para elas. Creio que quando Deus fala as estruturas são abaladas e as vidas transformadas. Oramos para que o Altíssimo levante pregadores com poder nesse país. 
Eduardo Carpenter
Montevideo - UY

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